A propósito de um tema que originou duas discussões no mesmo dia, fica uma passagem que acho interessante.
"Pode-se prometer acções, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou odiá-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; mas o que pode perfeitamente prometer são aquelas acções que, na verdade, são geralmente as consequências do amor, do ódio, da fidelidade, mas que também podem emanar de outras razões, pois a uma acção conduzem diversos caminhos e motivos. A promessa de amar sempre alguém significa, portanto: enquanto eu te amar, manifestar-te-ei as acções do amor; se eu já não te amar, pois, não obstante, receberás para sempre de mim as mesmas acções, ainda que por outros motivos. De modo que a aparência de que o amor estaria inalterado e continuaria sendo o mesmo permanece na cabeça das outras pessoas. Promete-se, por conseguinte, a persistência da aparência do amor, quando, sem ilusão, se promete a alguém amor perpétuo."
Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'
sábado, 22 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O Eco do Peido
Não vejo necessidades…vejo interesses. As necessidades são criadas pelo interesse. Um gajo não tem necessidade nenhuma de ter ou fazer certas merdas, ou seja, não é estritamente necessário ter ou fazer algo mas tem-se e faz-se a partir de um interesse disfarçado de necessidade. Ao assumir “dentro da cabeça” um interesse como sendo uma necessidade e posteriormente lutar por essa causa, faz com que se gere um círculo de merda passando por diarreias mentais e outros tipos de opiniões e acções mais sólidos que não passam de cagalhões. A diarreia consegue diluir-se e entranhar-se melhor em nós, enquanto que os cagalhões (esses fardos mais pesados) andamos com eles uns tempos colados aos sapatos mas acabamos por limpar os pés na relva ou no tapete do vizinho. Mas, basicamente, é tudo merda, mama-se merda de todos os lados e os mais orgulhosos desta merda toda esperam por cá deixar a sua linda poia, se possível em lugar de destaque para poder dizer com orgulho ali está a bela merda que eu fiz.
Mas no fim a Terra vai buscar tudo o que é dela – a merda submerge e funciona como adubo para outro monte de merda que há-de surgir e infestar o planeta - iniciando um novo ciclo e sempre assim por aí adiante. O problema é que nunca admitiremos que a merda é realmente uma merda, porque somos porcos e os porcos gostam de viver na merda.
Mas no fim a Terra vai buscar tudo o que é dela – a merda submerge e funciona como adubo para outro monte de merda que há-de surgir e infestar o planeta - iniciando um novo ciclo e sempre assim por aí adiante. O problema é que nunca admitiremos que a merda é realmente uma merda, porque somos porcos e os porcos gostam de viver na merda.
Subscrever:
Mensagens (Atom)