Não vejo necessidades…vejo interesses. As necessidades são criadas pelo interesse. Um gajo não tem necessidade nenhuma de ter ou fazer certas merdas, ou seja, não é estritamente necessário ter ou fazer algo mas tem-se e faz-se a partir de um interesse disfarçado de necessidade. Ao assumir “dentro da cabeça” um interesse como sendo uma necessidade e posteriormente lutar por essa causa, faz com que se gere um círculo de merda passando por diarreias mentais e outros tipos de opiniões e acções mais sólidos que não passam de cagalhões. A diarreia consegue diluir-se e entranhar-se melhor em nós, enquanto que os cagalhões (esses fardos mais pesados) andamos com eles uns tempos colados aos sapatos mas acabamos por limpar os pés na relva ou no tapete do vizinho. Mas, basicamente, é tudo merda, mama-se merda de todos os lados e os mais orgulhosos desta merda toda esperam por cá deixar a sua linda poia, se possível em lugar de destaque para poder dizer com orgulho ali está a bela merda que eu fiz.
Mas no fim a Terra vai buscar tudo o que é dela – a merda submerge e funciona como adubo para outro monte de merda que há-de surgir e infestar o planeta - iniciando um novo ciclo e sempre assim por aí adiante. O problema é que nunca admitiremos que a merda é realmente uma merda, porque somos porcos e os porcos gostam de viver na merda.
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Tem piada.
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